Há uma percepção romanesca de liberdade nos EUA. Essa concepção traz, em sua essência, o risco e a coragem em assumir sozinho a responsabilidade pela vida - pagando seu alto preço existencial e econômico. As instituições americanas trabalham, há séculos, para impedir que o Estado crie mecanismos que o torne “parceiro” ou "intromissor" na vida das pessoas.O engenho desse Iluminismo Estadunidense, muito diferente do francês, é a liberdade no lugar da igualdade. Todos são livres e ninguém é obrigado a carregar alguém nas costas. E como se não bastasse, os iluministas ianques desconfiam da natureza humana. Para eles, os direitos vindos do Estado são pretextos para proteger vagabundos que não acordam cedo ou não aguentam o risco da liberdade (o fracasso ao invés do sucesso), como acontece na Europa, que protege seus fracassados (desempregados, sem-tetos, etc) com intervenção estatal.
Então se perguntam: por que devemos nós, mais fortes, aprender com os europeus, mais fracos? E apelidam Obama de “rei inglês”, "socialista", "falso europeu", etc, já que algumas de suas reformas abrem caminho para que o Estado estanque seu fluxo liberalista, revelando-o incapaz de lidar com a famigerada “liberdade americana”.

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