18 de novembro de 2009

Entrevista com Deo Lopes

Conheci Deo Lopes em uma de suas apresentações solo, no Café Photozofia (SFX). Sentado ao palco, de sorriso acanhado e inabalável, Deo logo expôs seus caninos de circo, suas veias de trovador. Depois fui à Monteiro Lobato assistir seu grupo regionalista Trem da Viração. Faltava, apenas, conhecê-lo pessoalmente. Então tive o prazer de cair na estrada com esta lenda das margens do Paraíba, com oito discos na bagagem e que, a cada quilômetro, reforçava sua peculiar mistura entre Tom Waits e Antônio Nóbrega, cantando, conversando, ensinando, em silêncio.

Quando
começou a compor?
Componho desde menino, ouvindo músicas sertanejas de raiz. Aos 18, já participava de festivais em São Paulo, Franca, Batatais, São Joaquim da Barra, Piracicaba.
O que a música folk representa, de fato, para você?
Gosto de músicas que falam da natureza, de anseios, contam histórias de dor e esperança. Gosto de música regional, música rústica. Não me preocupo com grandes arranjos. Procuro o conteúdo, a beleza melódica. Tudo é mais simples do que pensamos e queremos.
Algum ídolo eterno em sua jornada?
Alvarenga e Ranchinho, Inhô Pai, Inhô Fio, Cascatinha e Inhana. Na música popular, Chico Buarque, Noel Rosa, Ataulfo Alves, Jobim, Vinícius, Paulinho Da Viola. Na música internacional, Tom Waits, Philip Glass, Lauri Anderson.
E seus projetos solo, como estão?
Estou preparando um grupo para gravar Abaixo do Sol, projeto que tenho há cinco anos. Tem também o Contador de Canções, que comecei este ano, com direção do Marcos Cuca.

3 comentários:

Cylene Peluso disse...

Pedro,aqui é Cylene quem te fala.Adorei ter notícias do Déo... Muito obrigada...

Orlando Neto disse...

Onde encontro os discos dele?

chicobee disse...

Pedro, mistura de Tom Waits com Antônio Nóbrega, essa foi boa! Conheço o Déo dos tempos que morei em Monteiro Lobato, ele uma vez brincou que se fosse eleito para prefeito da cidade ia mandar arrancar o tapete de asfalto e recolocar os paralelepípedos. E haveria uma verba especial, só para jardinar cada frente de casa, que seriam pintadas de cores as mais variadas possíveis... Figura, o Déo...