Dia sim, outro também, recebo mensagens taxando meus textos de pessimistas, pretensiosos, imorais, "afetados", etc. Portanto, ocupo este mesmo espaço para declarar aos humildes e otimistas insurgentes que, como pessoa comum que sou, escrevo sem qualquer tipo de armadura que possa esconder minha miséria.Me interesso muito mais pelo que as "pessoas comuns" têm a dizer, e há tempos perdi a intensão de ser reconhecido como alguém além do banal. Trabalho para sobreviver, como todos. Tento me virar como posso, fazendo contas do mês, lidando com medos e crises repetidas de baixa auto-estima. Apenas tento lutar contra a apatia do mundo e a hipocrisia geral que permeia a ordem das coisas.
Penso na mulher abandonada depois de anos de dedicação a um homem, só porque chegou aos 40 anos e porque não consegue mais sorrir tão fácil. Penso no homem que sabe que sua vida está pendurada por uma corda, apertando seu pescoço cada vez que pensa nos juros de seu cartão de crédito. Penso no idoso que não vê mais seus filhos porque envelheceu pobre. Penso em você, tomando seu café-da-manhã, sonhando com o amor e o sucesso, efêmeros como o vento. Penso e escrevo, meus caros, imerso na solidão de todos nós.

1 comentários:
melhor mandar os críticos de plantão que cuidem de suas vidas, que se preocupem com seus chifrinhos, seus saldinhos negativos ou listem suas ações perfeitas, seus sucessos homéricos, suas faltas de "pecados", felicidades e alegrias intermináveis.
afinal, somos craques em peitar bolas maldosas, cair e levantar, extravagantes máquinas de teimosia e persistência. então vamos ser nós mesmos, custe o que custar, doa a quem doer, quem quiser rir que ria, quem quiser chorar que chore, quem gostou gostou, quem não gostou que vire a pagina...
Postar um comentário